09 Fevereiro 2006

Virtude - 1


Acho que cultiva virtude aquele que está sempre disposto a pensar, decidir e agir visando compartilhar uma coexistência pacífica.

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Virtude - 2

Quando eu percebo que a outra pessoa não está disposta a pensar, decidir e agir visando compartilhar uma coexistência pacífica, eu encaro a situação como uma oportunidade para ser útil contribuindo para o aprimoramento de alguém.

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Virtude - 3

Quando eu percebo que a outra pessoa não está disposta a pensar, decidir e agir visando compartilhar uma coexistência pacífica, eu procuro, de forma franca e sincera, saber em que ela está realmente interessada e tento atender a suas expectativas.

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Virtude - 4

Quando eu percebo que a outra pessoa não está disposta a pensar, decidir e agir visando compartilhar uma coexistência pacífica, eu me afasto e espero uma outra ocasião mais propícia para desenvolver o relacionamento.

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07 Fevereiro 2006

Prudência - 7


Quando eu percebo que a outra pessoa não escolhe alternativas com sensatez, eu procuro entender as suas razões e tento fazê-la analisar outras possíveis alternativas que eu possa sugerir ou ajudá-la a criar.

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Prudência - 6

Quando eu percebo que a outra pessoa não está preocupada com as conseqüências das medidas que forem tomadas, eu procuro entender as suas razões.

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Virtude - 5

Acredito que podemos desenvolver o hábito de cultivar virtudes observando, em textos e filmes, como os grandes heróis se comportaram nos seus grandes feitos e refletindo sobre mensagens contidas nas fábulas, lendas, parábolas e metáforas dos clássicos.

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Prudência - 9

Eu muitas vezes perco oportunidades, por gastar muito tempo avaliando conseqüências. Sinto-me um medroso, temeroso, receoso, tímido, acanhado, hesitante, dúbio, fraco.

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Prudência - 8

Quando eu percebo que a outra pessoa não escolhe alternativas com sensatez, eu tento fazê-la analisar outras possíveis alternativas que eu possa sugerir ou ajudá-la a criar.

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Gentileza - 11


Como a gentileza é a vitrine de todas virtudes, devemos cultivá-la ao máximo, indiscriminada e independentemente das circunstâncias.

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Gentileza - 10

Eu sempre mantenho um equilíbrio de atitudes marcando-as por conduta social polida, cortês, amável e delicada.

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Prestatividade - 14


Devemos sempre ter um critério que nos ajude a sermos mais prestativos. Se estivermos sempre a disposição de todo mundo, acabaremos sem prestar um bom serviço a ninguém.

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Prestatividade - 13


Acho que se todos estivessem sempre dispostos a servir a qualquer um, em qualquer lugar, a qualquer momento, o mundo seria bem melhor.

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Gentileza - 12


Acho que quem cultiva gentileza com exagero, indiscriminada e independentemente das circunstâncias, pode se tornar um artificial e, às vezes parecer hipócrita.

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Prestatividade - 16

Muitas vezes eu uso metáforas tipo: 'o barco', 'o circo', 'o passeio', para me ajudar a escolher a quem atender primeiro. Nessas metáforas eu sempre me pergunto: "quem eu gostaria de ter bem junto a mim, apenas ao meu lado, a uma certa distância, etc.? "...descubro então que existem pessoas maravilhosas que eu nunca fiz nada por elas."

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Prestatividade - 15


Devemos sempre ter um critério que nos ajude a sermos mais prestativos. Se estivermos sempre a disposição de todo mundo, acabaremos sem prestar um bom serviço a ninguém.

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Justiça - 17


Eu sempre estou atento aos deveres e direitos de cada um, e não acho justo alguém ter direitos sem ter deveres proporcionais. Pode ser até que me chamem de insensível.

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Justiça - 18


Acho que ser justo é reconhecer o direito e dever de cada um com imparcialidade.

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Justiça - 19


Acho que ser justo é reconhecer o direito de cada um independentemente das  circunstâncias sob as quais temos que julgar.

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Justiça - 20


Acho que colocar a justiça acima de qualquer virtude pode às vezes nos tornar insensível, inconseqüente, desleal, imprudente, pouco íntegro.

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Humildade - 21


Eu sempre pondero primeiro minhas forças, analiso-as cuidadosamente e então descubro os meus pontos fracos para determinar formas de compensá-los num trabalho conjunto.

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Humildade - 22


Acho que só os fortes podem ponderar suas próprias forças e fraquezas. Daí podemos dizer que humildade é virtude do forte.

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Humildade - 23


Como o fraco só consegue ver suas próprias fraquezas, ele tende a confundir humildade com submissão, resignação e conformismo.

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Humildade - 24


Acho que o humilde é sempre gentil, prestativo, tolerante, simples e disciplinado.

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Tolerância - 25


Devemos desenvolver nossa capacidade para admitir modos de agir ou pensar que interferem na vida de quem nós temos apreço.

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Tolerância - 26


Devemos desenvolver nossa capacidade para admitir modos de agir ou pensar que interfiram na nossa vida ou na vida de quem nós temos apreço.

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Tolerância - 27


Acho que quem admite que qualquer um interfira constantemente no seu próprio modo de agir ou pensar, não pode ser considerado um tolerante ou paciente e sim um resignado.

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Tolerância - 28


Para desenvolver a minha tolerância, estou reavaliando todos os meus conceitos de espaço, tempo, organização, qualidade, sincronismo, etc. Está difícil, mas acho que já melhorei um pouco.

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Coragem - 29


Acho que corajoso é quem enfrenta o risco, sem medo.

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Coragem - 30


Acho que corajoso é quem tem iniciativa e disposição para enfrentar medo, oposição, opressão, privação, ou  perigo, sob qualquer circunstância.

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Coragem - 31


Acho que quem tem iniciativa e disposição para enfrentar medo, oposição, opressão, privação, ou perigo, sob qualquer circunstância em geral é imprudente e indisciplinado.

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Coragem - 32


Acho que corajoso é quem sempre avalia as conseqüências, identifica as verdadeiras ameaças e oportunidades ocultas, para ter disposição frente ao risco, medo, oposição, opressão, privação, ou perigo.

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Simplicidade - 33


Acho que simples é quem  consegue explicar e falar sobre tudo de forma descomplicada.

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Simplicidade - 34


Acho que quem sempre explica tudo descomplicando, para que todos entendam, pode estar sendo muito simplório, ingênuo, tolo, papalvo, e injusto por não estar dando oportunidade para os outros pensarem um pouco.

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Simplicidade - 35


Acho que simples é quem  pensa, se expressa e age de forma descomplicada, admitindo a diversidade do mundo e tentando explicá-la.

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Simplicidade - 36


Para desenvolver simplicidade, estou acompanhando as mudanças admitindo a diversidade do mundo, tentando explicá-la e aprendendo a me expressar de forma descomplicada.

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Simplicidade - 37


Para cultivar simplicidade, estou analisando a complexidade do ambiente para poder me expressar e agir de forma menos complicada.

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Persistência - 38


Acho que persistência implica assiduidade e insistência na busca por soluções e o uso do juízo para aguardar a melhor ocasião para aplicá-las.

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Persistência - 39


Eu em geral, quando tenho um objetivo em mente, não espero ocasião, momento ou qualquer coisa que me faça correr risco de mudar de opinião. Insisto, insisto e insisto até conseguir o que quero.

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Persistência - 40


Eu procuro sempre sustentar minha persistência associada a 'momento estratégico', – aguardar a melhor ocasião, ao mesmo tempo que mantenho assiduidade e insistência.

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Disciplina - 41


Acho que disciplinado é quem tem poder e controle sobre o comportamento, as ações, os impulsos e as emoções.

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Disciplina - 42


Eu me considero muito disciplinado porque sigo sempre as rotinas, normas e padrões de procedimento de maneira correta, sem me preocupar com a opinião dos outros.

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Disciplina - 43


Através de técnicas para desenvolver minha 'Inteligência Emocional', que implica também em cuidados para não me tornar um 'bitolado', estou conseguindo aumentar o poder sobre meu comportamento, minhas ações, meus impulsos e minhas emoções.

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Integridade - 44


Acho que íntegro é quem se propõe cultivar todas as virtudes de forma equilibrada. A integridade implica prudência, gentileza, prestatividade, humildade, tolerância, coragem, simplicidade, persistência, disciplina, lealdade e não apenas a honestidade.

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Integridade - 45


Acho que íntegro é quem com honradez, e de forma equilibrada, mantém dignidade relativa às ações, promessas e afirmações.

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Integridade - 46

Eu sou considerado um cara íntegro porque nunca minto e cumpro minhas promessas a qualquer custo. Se eu digo que fiz, fiz. Seu eu afirmo que vou fazer acontecer, vai acontecer de qualquer maneira. Sou um obstinado, pertinaz, firme, relutante, teimoso, birrento e nunca deixo a 'peteca cair'.


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Lealdade - 47

Acho que lealdade implica ser fiel e manter constância a algo que se está ligado por promessa ou dever.



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06 Fevereiro 2006

Lealdade - 48

Eu antes de mais nada, independentemente das circunstâncias, demonstro minha lealdade. Acho que a pessoa ou instituição em quem eu confio, se cometeu algum erro, um dia vai demonstrá-lo para mim.


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02 Fevereiro 2006

Referências

Livros
[01] ARIA, Bárbara. The Spirit of the Chinese Character. San Francisco: Chronicle Books, 1992.
[02] ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002.
[03] BENNETT, William J. O Livro das Virtudes: Uma Antologia. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1993.
[04] BLYTH, Reginald Horace. Zen and Zen Classics. Volume Four. San Francisco, CA: The Hokuseido Press. Japan Publications Trading Co., 1966.
[05] CAFÉ, Sônia. O Livro das Atitudes. São Paulo: Editora Pensamento, 1992.
[06] CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 1994.
[07] COMTE-SPONVILLE, André. Pequeno Tratado das Grandes Virtudes. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1995.
[08] CSIKSZENTMIHALYI, Mihaly. Flow: The Psichology of Optimal Experience. New York: Harper & Row, 1990.
[09] DICKENS, Charles. David Copperfield. Penguin Popular Classics. London: Penguin Books, 1994.
[10] ESPINOSA, Baruch. Ética demonstrada à maneira dos Geômetras. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002.
[11] GRACIÁN, Baltasar. A Arte da Prudência. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2003.
[12] JENSEN, Bill. Simplicidade: vivendo com inteligência em um mundo cada vez mais estressante. Rio de Janeiro: Editora Campus, 2000..
[13] LEVY, Pierre. As tecnologias da Inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
[14] LITTLEJOHN, Stephen W. Fundamentos Teóricos da Comunicação Humana. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1978.
[15] NASH, Laura L. Ética nas Empresas. Boas Intenções à parte. São Paulo: Makron Books, 1990.
[16] NOVAES, Adauto. Ética. Cenários. São Paulo: Companhia das Letras, 1992.
[17] PEALE, Norman Vincent. Meus textos favoritos. A autobiografia de Benjamin Franklin. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992.
[18] SCHRAGE, Michael. Shared Minds: The New Technologies of Collaboration. New York: Random House, 1990.
[19] SKARMETA, Antonio. O Carteiro e o Poeta. Rio de Janeiro: Editora Record, 1985
[20] SUSUZI, Daisetz Teitaro. Introdução ao Zen-Budismo. Rio de Janeiro: Editora Civilização Brasileira S. A., 1961.
[21] TSAI CHIH CHUNG. Zen em quadrinhos. Rio de Janeiro. Ediouro Publicações S.A. 1996.
[22] TULKU, Tarthang. Knowledge of Freedom: Time of Change. Berkley, CA.: Dharma Publishing, 1984.
[23] TULKU, Tarthang. Skillful Means. Berkley, CA.: Dharma Publishing, 1978.
[24] XENOFONTE. Ditos e feitos memoráveis de Sócrates. In: Seleção de Textos de José A. M. Pessanha. Capítulo V. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1987.

Artigos, recortes e anotações
[25] KOIZUMI, Takashi. Filme. “Depois da Chuva”. Takashi conclui projeto inacabado do mestre Akira Kurosawa, de quem foi assistente por quase 30 anos. Atores: Akira Terao e Shiro Mifune. Japão, 2000.
[26] KONDER, Leandro. O dinheiro não é um valor. Coluna JB. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil edição 22 de janeiro de 2005.






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01 Fevereiro 2006

Rejeitar



Você deverá rejeitar a carta se achar que, pela interpretação do seu texto, ela pode ser uma das cartas de menor valor.

Jogo desenvolvido pelo consultor Sérgio Lins

Manter



Você deverá manter a carta se achar que, pela interpretação do seu texto, ela pode ser uma das cartas de maior valor.

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